Endividamento dos gaúchos e dos riograndinos

30/05/2015 18:00

A pesquisa verificou o nível de endividamento dos gaúchos e traçou análise com a população da Região de Rio Grande (Região Sudeste na classificação de mesorregiões do IBGE, que engloba Pelotas, Rio Grande e cidades do entorno).

A pesquisa demonstra que os riograndinos estão no mesmo patamar de dividas do ano de 2014 ou mais endividados.

 

a)    34,7% dos gaúchos estão mais endividados, sendo que na Região de Rio Grande são 33,6% da população mais endividada.

 

b)   39,5% dos gaúchos estão com o mesmo número de dividas e na população de Rio Grande são 50%.

 

c)    25,8% dos gaúchos estão menos endividados, sendo que entre os riograndinos apenas 16,4% estão menos endividados.

 

 O endividamento está mais presente entre as mulheres e entre as pessoas com menor escolaridade e renda, ou seja, os mais impactados com dívidas estão na faixa de 1 a 5 salários mínimos familiar, incluindo parte da nova classe C que está tendo seu poder de compra retraído, modificando a tendência dos últimos anos.

 

 O perfil predominante entre os que estão com menos dívidas é: homens, pessoas no início da carreira profissional (25 a 34 anos) e pessoas mais velhas (acima de 60 anos), e também, entre os gaúchos com ensino superior.

 

O endividamento da população de baixa renda está associada a utilização de cartão de crédito, financiamentos de bens de consumo duráveis ou imóveis ou até mesmo a tomada de empréstimos em financeiras.

 

Como o consumidor de baixa renda e da nova classe C “está gastando mais do que ganha” e não tem perspectiva de novos programas sociais ou investimentos do governo na economia a primeira tarefa das finanças domésticas será o pagamento das dividas, reduzindo as compras, diminuindo a capacidade de depósitos na poupança e aumentando as retiradas de economias.

 

Recente matéria do jornal Valor Econômico[1], embasada em dados do Banco Central (BC), corrobora a percepção pessimista dos gaúchos sobre a economia, e também o comportamento de maior endividamento. No mês de abril de 2015 a diferença entre saques e depósitos nas contas de poupança (chamada captação líquida) foi a mais negativa dos últimos vinte anos (período de acompanhamento deste dado pelo BC). Alguns dos fatores envolvidos neste fenômeno são:

 

a)    o menor crescimento da renda do trabalhador;

 

b)    uma inflação alta e a alta dos preços que ajudam a explicar o maior volume de saques do que de depósitos na poupança.

 

Ou seja, os brasileiros estão sacando mais suas economias e investindo menos.

 

O IPO ouviu 1.501 gaúchos distribuídos em todas as sete mesorregiões do IBGE entre os dias 07 e 13 de abril de 2015.  Relatório da pesquisa poderá ser acessado no link Banco de dados do site do IPO http://www.ipo.inf.br/index.php/banco_dados.html

 

 

 


 

[1] http://www.valor.com.br/financas/3995618/poupanca-tem-em-marco-maior-retirada-mensal-desde-1995

 

 

Percepção dos gaúchos sobre a inflação

22/05/2015 12:00

De modo geral os gaúchos estão bastante pessimistas ou temerosos em relação à economia do estado e do país: a maior parte acredita que nos próximos meses vivenciarão um aumento na inflação e de desemprego.

Os gaúchos acreditam em um cenário econômico negativo: a inflação preocupa 77,3% da população que alega que ela irá aumentar.

No geral da pesquisa 77,3% dos gaúchos acreditam que a inflação irá aumentar. Na região sudeste, que é a cidade de Rio Grande e região este índice alcança o patamar de 75,6%.

75,6% dos riograndinos estão preocupados com o aumento da inflação.

O primeiro efeito colateral desta percepção, “deste medo da inflação” é a mudança no comportamento de consumo. O consumidor deve diminuir ou restringir produtos ou serviços considerados supérfluos e secundários pelas famílias, até a avaliação cuidadosa de troca de bens de consumo duráveis ou financiamentos.

Deve-se considerar de que os aumentos dos combustíveis e da energia no inicio do ano de 2015 auxiliaram para aumentar o receio com a inflação, sendo que a maior parte dos consumidores tem a seguinte avaliação de senso comum: “se a gasolina e a luz aumentam, tudo aumenta!” Para o consumidor este é um momento de avaliação do cenário, “de compreender onde está ou onde irá se pisar e o que virá pela frente”.

Esta percepção temerosa ou pessimista do gaúcho é reforçada pela percepção de que os governos também estão com dificuldade e acenam para um cenário de redução, seja pelos cortes de programas sociais anunciados pelo Governo Federal, ou até mesmo pelas declarações do Governo do Estado sobre o grau de endividamento do RS e o possível atraso de salários dos servidores.

O IPO ouviu 1.501 gaúchos distribuídos em todas as sete mesorregiões do IBGE entre os dias 07 e 13 de abril de 2015.  Relatório da pesquisa poderá ser acessado no link Banco de dados do site do IPO.

1/3 dos gaúchos utilizam Smartphone

15/05/2015 18:00

35,0% dos gaúchos possuem Smartphone. Este percentual aumenta entre os jovens e entre a população de maior renda.
Na região de Pelotas e Rio Grande este percentual é de 32,0%. A utilização do Smartphone no RS ou na Região Sul 35,0% está acima da média nacional conforme a pesquisa realizada pela AG2 Publicis, que em 2013 apontou que 26,0% dos brasileiros tinham acesso a este tipo de aparelho eletrônico.

O Smartphone é mais utilizado para acesso das redes sociais, tais como: Facebook e WhatsApp.

O Smartphone é mais do que um instrumento de comunicação, é um "companheiro de entretenimento e de interação social" onde o usuário, metaforicamente, "se desconecta" do mundo real e se conecta nas possibilidades oferecidas por este equipamento, "há um mundo de possibilidades".

O Smartphone conectado a web permite ao usuário a "entrada na tribo", a aceitação em um grupo, “o seu grupo” (conhecido como rede de contatos). O mesmo passa a compartilhar, pesquisar, se informar sobre uma demanda de interesse. Cada APP baixado é como um novo passo, uma nova ferramenta que ajudará o usuário no cotidiano, conforme suas características (saber a situação do trafego, pedir um táxi, um lanche, saber as indicações sobre determinado serviço ou até mesmo escutar suas músicas preferidas).

Deve ser levada em consideração a importância e a tendência de utilização do Smartphone no processo de compra, em especial, com aplicativos relacionados a sistemas/ cartões de crédito.

Metade dos gaúchos estão conectados nas redes sociais e 1/3 está “com o mundo na palma da mão” através dos seus Smartphones.


O IPO ouviu 1.500 gaúchos distribuídos em todas as sete mesorregiões do IBGE entre os dias 07 e 13 de abril de 2015.

Opinião dos gaúchos sobre a redução da maioridade penal

12/05/2015 12:00

O IPO foi às ruas para saber a opinião dos gaúchos sobre o polêmico debate em relação à redução da maioridade penal. A população respondeu a seguinte pergunta: “O Congresso nacional está debatendo a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Este projeto de lei permite a detenção/prisão de quem cometer infração/crime a partir dos 16 anos. O Sr(a) concorda ou discorda?”

A grande maioria dos gaúchos, 83,3% concorda com a redução da maioridade penal para 16 anos. E, 14,5% da população avalia que a maioridade penal deva manter-se nos 18 anos de idade. Ainda, apenas 2,2% não têm opinião formada sobre o tema. Mesmo entre os jovens de 16 a 24 anos há 77,3% de concordância com a redução da maioridade penal para 16 anos.

A aprovação do projeto de redução da maioridade penal está associada à sensação de insegurança, gerada pela percepção de impunidade de adolescentes infratores ou criminosos. Muitos entrevistados acreditam que se um adolescente de 16 anos está apto para escolher o seu governante, também está apto para responder por suas ações.

Muitos gaúchos afirmam que haveria a necessidade de uma política pública para atender estes adolescentes e coibir a ação dos criminosos e do tráfico de drogas sobre estes. Mas, tendo em vista a ineficiência ou inexistência de uma política pública, a população acredita que o indicado seria a responsabilização destes adolescentes, como um ato de moralização e aumento da sensação de segurança.

 A análise por regiões do Estado demonstra comportamento similar dos gaúchos, sendo que em todas as regiões mais de 70% concordam com a redução da maioria penal para 16 anos.

Porto Alegre é a região com maior índice de discordância da redução da maioridade penal (com 23%), seguida da região Sudeste (Pelotas e Rio Grande, com 19,5% de discordância) e Ocidental (Santa Maria, com 18,4%). As cidades com maior índice de discordância também são aquelas que possuem universidades tradicionais e um grande contingente de estudantes de várias partes do Estado e do país.

O IPO ouviu 1.500 gaúchos distribuídos em todas as sete mesorregiões do IBGE entre os dias 07 e 13 de abril de 2015.

Comportamento e Sociedade

O Blog Comportamento e Sociedade será comandado por Elis Radmann.
Socióloga MTb 721
Mestre Ciência Política UFRGS
Diretora do IPO - Instituto Pesquisas de Opinião  www.ipo.inf.br
Conselheira ASBPM (Associação Brasileia de Pesquisadores de Mercado Opinião e Mídia).
20 anos de atuação na coordenação de pesquisas de opinião.

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