“A união fez a força da Zanetti”

22/07/2016 11:00

Em 1976, Antonio Zanetti e seus dois filhos Luiz Carlos e José Antonio Zanetti faziam serviço de transporte com caminhões de areia, brita e tijolos, no entanto, não havia um ponto fixo. Em 1982, com a receita desse trabalho realizado, em família, conseguiram comprar um terreno na rua Saturnino de Brito, local onde foi montada a primeira loja da Zanetti. Esta nasceu também da união de Toninho, filho mais novo de Antonio, com Tânia Hornes que já possuia conhecimento na área de materiais de construção.

O espaço, 10x20m, foi o suficiente para que a família unida se tornasse líder em vendas no mercado riograndino, tanto que alguns anos depois nascia a primeira filial, localizada na rua Barroso. Dentro de mais alguns anos nascera a loja da Av. Presidente Vargas e em 2010 veio a gigante matriz com mais de 1.200m², em frente aquela que era a única loja Zanetti, em 1985.

No auge dos seus 61 anos e com muita humildade, o atual responsável pela empresa familiar, José Antonio recepcionou a equipe do Grupo Oceano em seu escritório. Foi um bate papo descontraído em que Toninho, como gosta de ser chamado, falou da importância da união da família e dos seus 110 funcionários, que são fundamentais para manter a maior loja de materiais de construção de Rio Grande e região. De descendência italiana, Toninho, lamentou a recente morte do irmão mais velho, “nós éramos um e não dois”.

G.O.: Como lidar com uma equipe tão grande e ainda por cima tendo tantos membros da família no mesmo local de trabalho?

Antonio Zanetti: Nosso pai sempre nos ensinou quatro coisas para manter a empresa: honestidade, sinceridade, trabalho e união na família. Então se existe a Zanetti é por que nós temos principalmente a união na família. As pessoas às vezes falam que empresa familiar não vai longe, mas eu posso afirmar que isso depende de quem comanda e depende de respeitar a posição do outro. Aqui onde nós estamos (escritório) realizamos reuniões de 15 em 15 dias. A gente conversa, a gente debate, ninguém é melhor que o outro, mas também não seria possível ter essas três lojas na cidade sem os nossos funcionários. A gente preza muito pelos nossos funcionários e acima dos nossos funcionários estão os nossos clientes.

G.O.:  Ao longo dos últimos 40 anos a empresa vinha de uma crescente muito boa, tendo em vista os investimentos que foram feitos, como foi se deparar com a crise?

A.Z.:  Bom, quando veio o Polo Naval nós acreditamos muito e acabamos investindo mais, inclusive nos nossos funcionários, até porque a gente começou a perdê-los para as indústrias. Então, aqueles que faziam um bom trabalho tiveram aumento nas suas remunerações. Mas atualmente não está fácil, estamos fazendo de tudo para não demitir, mas mesmo assim já perdemos 10 funcionários. Mas o pai dizia, “é na crise que a gente consegue crescer” e é verdade, a gente tem que buscar alternativas nesse momento. Não adianta ficarmos de braços cruzados, porque o governo pouco oferece e só nos tira, então temos que buscar alternativas.

G.O.: E quais seriam essas alternativas?

A.Z.: Propaganda! A gente está sempre investindo em mídia com a Oceano, preço bom também é uma saída. Estamos sempre atentos aquilo que o mercado está precisando.  Prezamos muito pelo nosso cliente, quando ele entra na loja já temos 50% de certeza de que ele vai comprar, os outros 50% é conosco. Por isso proporcionamos treinamento para os nossos funcionários, para que eles estejam atentos ao mercado e não percam a venda. Esperar que o cliente entre não é a melhor solução, temos que nos movimentar para que os clientes vejam que nós estamos no mercado.

G.O.: O senhor destacou a importância de fazer mídia, quando foi que a Oceano Fm entrou na vida da Zanetti?

A.Z.: Nós somos um dos pioneiros no Giro Oceano e essa relação é muito boa. O Renatinho (Diretor do Grupo Oceano) é sempre muito solícito assim como toda a equipe. Somos sempre muito bem atendidos, eu sempre digo para os guris: da Oceano vocês não saem, heim!!!!!

Texto: Etienne Castro / Foto: Arquivo Pessoal

Genesis Envelopamento – um novo conceito em arte automotiva

05/07/2016 17:00

Aos 18 anos, Calebe San Martin começou a trabalhar em uma serigrafia, este foi o primeiro contato com comunicação visual. O dono da empresa, após algumas semanas de trabalho quis vender a serigrafia para o jovem destemido. Ele comprou o maquinário e começou a trabalhar. Ali aprendeu o que precisava, fazia placas para locação de mobiliárias, panfletos e todos os serviços que apareciam, no entanto, o sonho de trabalhar com carros parecia longe de se realizar.

 

“Eu não sabia desenhar, até que conheci um cara que me ajudou muito que foi o Paulo Azevedo, além disso, ele me apresentou a arte em canecas e da serigrafia e assim eu fui para este outro lado, até que fui trabalhar com carros”, conta Calebe.

 

Em 2011, Calebe comprou sua primeira máquina para começar o trabalho de estilização automotiva. O sonho estava próximo a virar realidade e finalmente o rapaz iria unir o útil ao agradável, iria. Caleu sofreu um grave acidente de moto e ficou sem poder caminhar de março a agosto daquele ano, mesmo assim não desistiu e hoje mantém com sucesso a melhor empresa de envelopamento do sul do país, atendendo clientes como a Secretaria de Mobilidade Urbana e Acessibilidade, Conseg, Unimed, Uvel e Grupo Oceano.

 

Grupo Oceano: Após esse inicio conturbado como as coisas foram se acomodando e como foi o inicio da Genesis? 

 

Calebe: Com muitos erros (risos). Meu primeiro carro envelopado foi um FIAT – Way 2011 – da empresa Conseg, eles são os meus primeiros clientes e depois o primeiro carro esportivo foi do dono da mesma empresa. Foi a primeira vez que eu envelopei um carro inteiro. Ele comprou um carro verde e queria ele em preto fosco. Aceito o desafio eu fui procurar ajuda. Um dos grandes problemas do envelopamento é tu saber trabalhar com carro, tu vai ter que desmontar e montar diversos carros, de todas as marcas e modelos. Eu não sabia fazer isso, fui aprendendo a cada carro. Com certeza esse foi o meu primeiro desafio na área. Hoje eu desmonto qualquer carro, mas o inicio foi cheio de prejuízos.

 

G.O: Como foi esse processo de aprendizagem?

 

Calebe: Depois de “apanhar” muito, de ter esses prejuízos e passar muito trabalho eu fui procurar uma especialização. Mas, onde achar um curso de envelopamento? Em novembro de 2011 eu casei e a lua de mel foi em Florianópólis, onde eu achei o curso, mas claro, tava em lua de mel e não podia fazer o curso naquele momento (risos). Voltei para Rio Grande e fiquei com a cabeça lá. No final do ano eu voltei pra fazer o curso, aprendi muita coisa com os caras, principalmente na questão de acabamento. Esse curso fez toda a diferença, foi aí que eu conto o inicio do trabalho de envelopamento mesmo, que foi inicio de 2012.

 

G.O: O volume de serviço aumentou e como é a organização para dar conta disso?

 

Calebe: Eu já tive uma equipe grande, mas acabou não dando muito certo. É um trabalho minucioso, precisa de muita paciência e cuidado. Decidi por trabalhar apenas com o Rodrigo San Martin, que é o meu primo e está comigo nesse ramo desde 2012. A gente se entende muito bem e consegue render muito mais do que quando eu tinha uma galera trabalhando. Ele foi muito meu amigo desde sempre, me ajudou muito e hoje é o meu braço direito.

 

G.O: Qual foi ápice da tua carreira, aquele momento em que tu percebestes que tinhas conquistado o teu espaço realizando um grande trabalho?

 

Calebe: Teve um rapaz que trabalhou comigo, mas foi por pouco tempo, ele trabalhava muito bem com desenho e eu precisava de alguém pra executar. Mesmo não dando certo mantemos contato, um dia ele me ligou falando que tinha mostrado meu trabalho para um amigo que trabalhava na GM, eles gostaram e precisaram do meu trabalho pra adesivar 900 Sonic Effects. O cara que trabalhava na GM, responsável por essa parte, deu o azar de colocar um adesivo torto e o trabalho ficou para mim (risos).

 

G.O: Como começou a tua história nas competições de envelopamento?

 

Calebe: Em 2013 eu participei da Expomotors (maior salão de duas e quatro rodas do estado) e conheci o Dimas Brasil, que tinha sido o terceiro lugar no campeonato brasileiro de envelopamento daquele mesmo ano. Ele estava expondo lá na feira, conheci ele e fizemos amizade. Ele gostou da nossa mão-de-obra e me motivou a participar do campeonato brasileiro. Eu me inscrevi e fui. Eu ainda me recuperava da perna quebrada, decorrente daquele acidente ocorrido em 2011, mesmo assim fomos e conquistamos o terceiro lugar, eu e o Rodrigo.  Isso foi motivador, eu pude ver que nós estávamos no nível dos melhores do país. No ano seguinte eu resolvi participar do CAMBEA Fest que tem competições de diversas modalidades, entre elas a mundial em que o Rodrigo e eu participamos como integrantes da  seleção brasileira e somos os detentores do título com o recorde de envelopamento de um carro em 16 minutos e 42 segundos, isto no final de 2014. Em 2015 eu fui campeão brasileiro do CAMBEA fest, em uma modalidade de velocidade, mas apenas o capô do veículo é envelopado, fiz a marca de 5 minutos e 5 segundos. E esse ano eu fui campeão de novo com 3 minutos e 38 segundos, já com o recorde mundial. Na verdade eu recebi uma penalização por deixar uma bolha, o meu tempo real foi 3 minutos e 28 segundos.

 

 

Cases de Sucesso - Grupo Oceano

O blog Cases de Sucesso foi criado com o intuito de tornar público o bom relacionamento entre as empresas que compõem o Grupo Oceano e as que buscam o reconhecimento do seu trabalho no mercado. Perante um cenário de crise, fomos verificar in loco a situação das empresas parceiras que fazem parte do nosso seleto grupo de anunciantes, o resultado você acompanha aqui no Blog.

 

“Em momentos de crise só a imaginação é mais importante que o conhecimento”. (Albert Einsten)

Arquivo

Voltar Topo