O liberalismo do gaúcho é contingencial

14/12/2016 11:50

A instabilidade do cenário político impacta tanto o cenário econômicoquanto o social. A sociedade gaúcha está preocupada com a situação econômica do Estado do RS, tendo em vista que suas mazelas se tornam mazelas da população.

 

O IPO – Instituto Pesquisas de Opinião recentemente realizou uma pesquisa estadual para compreender se a tendência da sociedade é mais estatista ou mais liberal. Para tanto, testou-se a posição dos gaúchos em relação a vários serviços e se cada um dos serviços avaliados deveria ser realizado pelo Estadoexclusivamenteou com Parcerias Público-Privadas (incluindo empresas e ONGs).O estudo verificou que a maior parte dos serviços podem ser geridos por PPPs, de acordo com a opinião dos gaúchos.

 

A pergunta que foi aplicada: Eu vou lhe citar alguns serviços/ atividades e gostaria de saber quais são essenciais, devendo ser realizados apenas pelo Governo, e quais não são tão essenciais, podendo ser realizados em parceria com empresas privadas ou organizações não governamentais.

 

Analisando os dados de forma objetiva,pode-se concluir que a sociedade apresenta uma tendência mais liberal por estar apta a apoiar as PPPs, inclusive no que diz respeito a serviços essenciais como educação, saúde e segurança.

 

A análise dos dados subjetivos, oriundo dos motivos que sustentam esta avaliação, estão associados, porém,a uma tendência mais contingencial do que liberal. A contingência está associada à leitura da realidade, a como o entrevistado interage com cada um destes serviços.

 

Uma parte dos gaúchos já utilizaos serviços privados na área da educação e da saúde;tambémacredita que os serviços públicos estão cada vez mais limitados e que a institucionalização de uma parceria público-privadapode regular o mercado, com ofertas dentro de um padrão definido pelo Estado, que deve ser o agente de controle e fiscalização.Já uma outra parcela da sociedade se sente àmargem, tendo em vista que não utiliza a rede privada e não recebe ou não consegue acessar o serviço da rede pública.Apoia, então,a ideia de que os serviços sejam executados por PPPs, com a crença de que o acesso seria racional, sem tanto desperdício de dinheiro público.

 

Os gaúchos avaliamque o principal problema do Estado é o desperdício do dinheiro público.Esta percepção motiva a posição de que as empresas detêmmaior capacidade de gestão de processos e, portanto, podem ser mais eficientes na entrega de resultados.

A insensibilidade “nonsense” dos representantes do povo com a nova cultura silenciosa

07/12/2016 18:00

O protestodeste último final de semana nasceu do desencantamento da população com os políticos e, em especial, a partirda instabilidade econômica e política que atinge o país. Pode-se listar uma série de motivadores sistêmicos, que começa desde o combate à corrupção até o repúdio às mudanças realizadas pelos parlamentares em relação ao projeto anticorrupção proposto pelo Ministério Público.

 

Analistas limitam a importância dos protestos com base no número de participantes, utilizando como parâmetro de referência as multidões que ocuparam ruas e avenidas nas manifestações de 2013. Esta leitura é tão perigosa quanto a insensibilidade de políticos que recomendam “alfafa aos manifestantes” de “passeatas nonsenses”.

 

Há uma nova cultura silenciosa em curso, que se manifesta, reclama e protesta de diversas formas. Esta cultura está presente nas passeatase nas ocupações escolares e se mostra nas abstenções do processo eleitoral;também se expressa pela tendência de mudança, na eleição decandidatos sem tradição política. Esta cultura silenciosa, que nasce da desconfiança com os políticos (95% no RS), motiva uma desconfiança generalizada nas instituições representativas e assola o comportamento nas primeiras instituições sociais (como afamília, escola...), diminuindo os indicadores de solidariedade e ampliando o nível de individualismo.

 

Esta nova cultura silenciosa nasce da descrença, que tem raiz no ceticismo de uma sociedade que sempre oscilou entre sentimentos de esperança (depositando o voto) ede frustração (não tendo as expectativas atendidas).A grande maioria dos ditos representantes do povo se mostram insensíveis ao clamor popular ou ainda não foram informados que há uma nova cultura silenciosa, alterando o comportamento e as crenças da sociedade brasileira. Desconsideram que o brasileiro “cordial” já teve sua paciência testada de todas as formas e que, para a população,o atual sistema só interessa a quem se locupleta dele.

 

 Esta nova cultura silenciosa exige um novo comportamento dos políticos e de toda a sua rede de relações. Exige uma revisão das cartilhas partidárias e da reforma do sistema político. Mas, antes de tudo, exige a moralidade pública, o resgate da ética e acompreensão de que “não existe meio-certo”.A população é categórica em seu desencantamento, expressado pelo desinteresse e pelo ceticismo. Há um dito popular que professa: “se os gatos saem, os ratos tomam conta”. Infelizmente, esta nova cultura silenciosa está reposicionando este dito quando pensa em seus representantes, ao passo em que “os gatos foram presos  e os ratos tomaram conta”.

Ética com conhecimento e comprometimento

01/12/2016 10:00
Quando se pensa em um instituto de pesquisa, a primeira coisa que vem à cabeça é a “confiança”. A confiança está associada à percepção de que o instituto possui capacidade técnica, sabe o que está fazendo! A confiança também remonta a expectativa na dedicação e no comprometimento da empresa na execução dos processos dentro dos princípios científicos e, sobretudo, a confiança reside na crença da ética e na imparcialidade dos profissionais, tornando a credibilidade o patrimônio simbólico mais importante de um instituto de pesquisa.

 

 

Os três pilares andam de “mãos dadas”. Um instituto precisa de conhecimento, de comprometimento e de ética. No segmento da informação estratégica, essa é a fórmula da credibilidade. A ética sem conhecimento e comprometimento não fornece resultados confiáveis pela fragilidade da base científica. O conhecimento e o comprometimento sem ética iludem, por sua natureza permissiva que atende interesses pessoais. E ética e conhecimento sem comprometimento não atendem a necessidade do mercado em tempo real.

 

 

Neste ano, o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião comemora seus 20 anos de atuação executando o tripé de conhecimento, comprometimento e ética. Este tripé de princípios nutre o histórico propósito da empresa: utilizar a ciência para gerar conhecimento e fornecer informações estratégicas para seus clientes.

 

Na comemoração de duas décadas, o IPO inaugura uma nova e moderna sede na cidade de Pelotas. A cidade que deu origem ao IPO é conceituada por seus profissionais como a “planície do conhecimento”. Os 20 anos também marcam o reposicionamento de sua marca para o novo momento da sociedade, respondendo à complexidade e à diversidade da opinião pública. O redesign da marca deu destaque para “as pessoas”, representadas por ícones mais modernos, além de nova tipografia. A subjetividade simbólica da arte permite a interpretação de um gráfico de barras com oscilação e informação, remetendo inclusive a notas musicais.

 

 

As mudanças visuais são acompanhadas por um novo posicionamento, com o fortalecimento do tripé de princípios do IPO no atendimento de seu propósito: levar a “Ciência para tomada de decisão”, enfatizando a origem acadêmica, o universo da sociologia e os métodos científicos que embasam e norteiam o trabalho do Instituto. 

 

O reposicionamento do IPO contou com a parceira da ANK Reputação de Imagem e da Agência Incomum. 

 

 

 

 

 

Comportamento e Sociedade

O Blog Comportamento e Sociedade será comandado por Elis Radmann.
Socióloga MTb 721
Mestre Ciência Política UFRGS
Diretora do IPO - Instituto Pesquisas de Opinião  www.ipo.inf.br
Conselheira ASBPM (Associação Brasileia de Pesquisadores de Mercado Opinião e Mídia).
20 anos de atuação na coordenação de pesquisas de opinião.

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