São José do Norte

Natureza

Foca rara é registrada na praia do Mar Grosso, em SJN

Por Assessoria , 13/08/2019, 11h33

No sábado (10), a equipe do Projeto Pinípedes do Sul, patrocinado pela Petrobras, foi informada sobre a ocorrência de uma foca–leopardo que estava descansando na frente do balneário de São José do Norte.Após o contato, no domingo (11), as equipes do Projeto e do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM/FURG) foram até o local, realizaram os procedimentos veterinários padrão e verificaram o quadro clínico do animal.

Para garantir a segurança da comunidade, a área foi isolada e entre 10h30 e 11h a foca-leopardo retornou para água sozinha. Os últimos registros da espécie encontrada viva no estado foram realizados em julho de 2018, no Balneário Cassino, assim como, na Ilha dos Lobos em 2010 e no balneário Cassino em 2008.

De acordo com o colaborador do Projeto e doutor em oceanografia biológica, Kleber Grübel da Silva, “competição alimentar desses animais durante o inverno pode forçar alguns animais a buscar alimentos em águas subantárticas e seguir a Correntes das Malvinas até a costa do Rio Grande do Sul”.

A foca-leopardo é caracterizada por ter uma cabeça grande, dentes com várias pontas, ausência de orelhas e pelagem curta e pintada de tonalidades cinza-azulados, dorso escuro e ventre claro. Esse animal preda, principalmente, pinguins e focas. Sua distribuição geográfica ocorre nas costas antárticas, ao redor das ilhas subantárticas e no gelo flutuante durante o verão.

Já no inverno, animais dessas espécies migram para o norte e indivíduos solitários para a América do Sul, sul da África, Austrália e Nova Zelândia. Na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) a espécie é considerada como de menor preocupação e atualmente, possui uma população mundial estimada de 200 a 300 mil exemplares.

Caso algum cidadão aviste leões, lobos, focas ou elefantes marinhos, poderá entrar em contato com o NEMA por meio do telefone (53) 3236-2420 ou com o CRAM/FURG por meio do (53) 3231-3496. Com a ligação, a equipe técnica do Projeto irá realizar um registro de ocorrência que será de suma importância para agregar ao banco de dados e originar pesquisas em prol da conservação da espécie.

Foto: Divulgação/Nema

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