Rio Grande

Oportunidade

Concurso com apicultores mostra que há potencial na região

Por Redação , 15/05/2019, 11h25

Apicultores de Rio Grande estiveram reunidos no Salão Nobre da Prefeitura Municipal, onde participaram do I Concurso Municipal da Qualidade do Mel. A prova foi organizada pela Secretaria do Desenvolvimento Primario (SMDP), Emater e Associação Rio-grandina de Apicultores e Meliponicultores (Argam).  Durante o evento, uma palestra do técnico agrícola da Emater, Ronaldo Clascen Maciel esclareceu que há um enorme potencial da apicultura na região, mas que existem desafios mercadológicos para os produtores.

Ronaldo Maciel expôs que há um grande potencial para ampliar a produção em Rio Grande e Região, assim como no país inteiro. Dados apresentados pelo palestrante mostram que o Brasil ocupa a 9º posição no ranking dos exportadores, atrás de países como o México (8º colocado), Serra Leoa (5º colocado) e Argentina (3º colocado). O primeiro lugar é da China. O técnico da Emater cita, também, que o consumo no Brasil é muito pequeno, chegando apenas a 80 gr/hab/ano, enquanto na Europa, no mesmo período, o consumo chega a 1kg.Para que haja um bom desempenho e retorno para os produtores de mel, Maciel explica que é necessário montar estruturas coletivas de processamento, tipo cooperativas, assim como produzir cera de qualidade, qualificar os produtores e a produção, promover uma qualificação continuada e padronizar as colmeias.

Classificados

Os vencedores do I Concurso em Rio Grande foram classificados para participar do 4º Concurso Regional a ser realizado em Cerrito Alegre, na região de Pelotas, no dia 22, quarta-feira da próxima semana.

Duas categorias foram avaliadas no concurso em Rio Grande, mel escuro e mel claro. Na categoria mel escuro os vencedores foram Luís Ângelo Maciel (1º lugar) e Eliseu Freitas (2º lugar); categoria mel claro a 1º colocada foi Cleusa Elias Maciel e o 2º foi Roberto Coimbra.

Alerta

O professor aposentado da FURG, na área de Ecologia, Antônio Filomeno alertou que está em andamento no mundo inteiro e, especialmente, no Rio Grande do Sul, a morte em grande escala de abelhas pelo uso de agrotóxicos. Disse, com convicção, que a mortandade é fruto do uso agrotóxicos de outras culturas, como milho, soja, por exemplo. De acordo com ele, dois laboratórios conceituados no estado fizeram a análise de casos e encontraram o inseticida fipronil em altas quantidades nas abelhas, na cera, nas crias e no mel. Filomeno adianta que a mortandade ocorre em todo o Rio Grande do Sul e que os estudos, ainda, não podem ser conclusivos para afirmar que na região de Rio Grande e Pelotas isso seja um fato. 

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