Rio Grande

Investimento

Câmara de Comércio aproximará empresas locais do projeto de regaseificação

Por Assessoria , 24/07/2015, 07h40

Em agosto a empresa DF, contratada pela Bolognesi Engenharia para coordenar as contratações e o relacionamento com fornecedores para a obra e operações da Usina Termelétrica, estará com escritório em Rio Grande. Além disso, a Câmara de Comércio aceitou sugestão para intermediar contatos entre fornecedores locais com a empresa e os interessados poderão procurar a secretária-executiva da entidade, Eloá Quevedo Hsu ou o secretário-executivo do Comitê de Desenvolvimento de Mercado, Ricardo Fares.

Na tarde desta quinta-feira, 23, o presidente da Câmara de Comércio, Torquato Ribeiro Pontes Neto, apresentou aos diretores e associados os representantes do Grupo Bolognesi, responsável pelo projeto do terminal e da usina de regaseificação, e que recentemente venceu o leilão de energia viabilizando, assim, o empreendimento. Também estiveram presentes o prefeito Alexandre Lindenmeyer; o superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, e secretários municipais.

O gerente de Execução de Projetos da UTE Rio Grande, André Castro, disse que em setembro iniciam os trabalhos de topografia, enquanto a terraplanagem da área acontecerá em dezembro “Tem tempo para as empresas locais se preparem e se qualificarem. Além da usina, existem contratações para linhas de transmissão, pier, gasoduto e outras”.

Segundo ele, no pico da construção serão gerados 2.400 empregos diretos e outros mil para obras complementares. Quando estiver operação, serão 100 ou 125 pessoas, contratados diretos da Bolognesi e cerca de 350 trabalhadores de empresas terceirizadas.

A Usina Termelétrica de Rio Grande terá 1.238 MW de potência, o equivalente a cerca de 5% da capacidade instalada da Usina de Itaipu. O projeto de R$ 3,3 bilhões contempla, além de uma usina termelétrica de energia movida a gás, a instalação do terminal de estocagem e regaseificação de GNL e o gasoduto Rio Grande-Triunfo, com extensão de 131 quilômetros.

Conforme os representantes da Bolognesi Engenharia, existe um projeto de atender as empresas do Distrito Industrial (empresas que venham a se instalar e as que quiserem mudar sua matriz energética). Com relação ao gasoduto Rio Grande-Triunfo, o projeto prevê pontos estratégicos para distribuição de gás que poderá beneficiar Pelotas, São Lourenço do Sul, Camaquã, Tapes e Triunfo.

 

“Nossos empreendimentos privilegiam as empresas locais”

O representante da Bolognesi Engenharia, Celso Silva, falou na importância de um canal de comunicação com a Câmara de Comércio e salientou que tanto a entidade, quanto o prefeito municipal, sempre apoiaram o projeto. “Nosso foco desde o início é buscar o empresário de Rio Grande e do estado”. Ele apresentou o diretor da empresa DF, do Rio de Janeiro, Miguel Enrique Wong, que será a responsável pela contratação de pessoal e de fornecedores locais para o empreendimento. “Nossa empresa tem certificações mínimas que exige, mas isso é bom para a cidade, porque quem não preencher os requisitos no momento irá buscar essa qualificação”, disse Wong. Já o diretor de Construção da Bolognesi, Ivan Garcia, que será o representante da empresa em Rio Grande, salientou que “todos os nossos empreendimentos privilegiam as empresas locais. A produção local, além disso, também reduz custos”.

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