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Audiência Pública trata sobre prestação de serviço dos Correios

Por , 27/04/2018, 08h30

A Câmara de Vereadores do Rio Grande realizou, na tarde de quinta-feira, 26, uma audiência pública para tratar sobre a situação e prestação de serviço dos Correios. A reunião contou com a presença de vereadores, Procon Rio Grande e representantes dos Correios.

O vereador Rogério Gomes, proponente da audiência, apresentou suas justificativas para essa convocação, afirmando que tem acompanhado de perto a insatisfação dos clientes em relação à prestação de serviço. “Nós estivemos várias vezes, no centro de distribuição, localizado na Avenida Itália, e vimos pessoas ficarem horas nas filas, para pegar suas correspondências”, salienta o vereador. “Estivemos em Porto Alegre, no dia 02 de março, conversando com os representantes dos Correios, apresentando a atual situação de Rio Grande, e nos pediram paciência, porque a situação iria melhorar. A principal causa desses problemas de demora das entregas pelos Correios seria a mão de obra”, conta Rogério.

“Como não houve nada de melhora, e constatamos que tem 400 mil correspondências paradas para distribuição, resolvemos marcar esta audiência pública”, ratifica. O vereador apontou, também, a falta de concursos públicos para reposição de pessoal, bem como a diminuição dos Centros de Distribuição Integrados (CDIs) das correspondências como consequências dos problemas registrados hoje.

O coordenador do Procon, Ricardo Melo, informou que foram realizadas várias reuniões com a gerência local, sendo acordado, no último encontro, o aumento do horário do expediente, realização de mutirões aos finais de semana e contratação de novos carteiros temporários.

Explicação

A Assessora de Comunicação dos Correios do RS, Vanilce Barreiros, começou explicando que o órgão, ao logo dos anos, sempre foi alvo de elogios, porém, de algum tempo para cá, tem enfrentado sérios problemas. “O que vimos hoje, no CDI é que o pior já passou”, salienta a assessora. “Estamos em processo acelerado de recuperação, principalmente aqui em Rio Grande, mas esse problema é registrado em todo o país”, explica.

Conforme Vanilce, algumas questões fogem da alçada estadual, como o caso da realização de concurso público. “Estamos buscando algumas alternativas para a consequência da falta de mão de obra”, fala. “Ainda, todos os nossos contratos temporários são regidos por cinco anos e nós temos interesse em mantê-los”, ratifica.

Em relação aos objetos paradas no CDI, a assessora explicou que 45 mil são os objetos recebidos por dia no CDI, além de 4,5 mil encomendas qualificadas, ou seja, aquelas que necessitam de assinatura do destinatário. “Na verdade, temos apenas três dias de carga represada e, para resolver isso, nossos funcionários estão fazendo hora extra e mutirões aos finais de semana, sendo que todos são convidados e remunerados por isso”, complementa.

A possível causa pelo problema enfrentado é a mudança no perfil do consumidor hoje, com o aumento das vendas pela internet, através do E-Commerce, que utiliza os Correios como forma de entrega dessas encomendas. “O aumento de carga foi tão rápido que não conseguimos acompanhar”, informa Vanilce.

Com relação ao Centro de distribuição, ela afirma que o local não foi projetado para ter atendimento ao público, apenas aquelas pessoas que receberam três vezes seus avisos de tentativa de entrega, por isso o acúmulo de clientes ao lado de fora.

A gestão do CDI passou por mudanças e os Correios acreditam estar normalizando suas entregas em poucos dias.

 

Foto: Joseane Duarte / Grupo Oceano

 

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