Rio Grande

Inclusão

Lei Municipal prevê que painéis de atendimento por senha contem com alertas sonoros

Por Rodrigo de Aguiar , 15/05/2018, 11h26

Um projeto de lei, de autoria do vereador Rogério Gomes, e que foi sancionado pelo executivo surge como mais uma forma de construção de uma cidade mais acessível. A proposta prevê a disponibilização de sistema de alerta sonoro nas repartições públicas e privadas para facilitar a indicação dos guichês de atendimento por pessoas com deficiência visual.

De acordo com Rogério, a demanda foi proposta pela Associação dos Deficientes Visuais de Rio Grande (Adevirg) que relataram as dificuldades enfrentadas no dia a dia nos principais setores em que é necessário retirar ficha e aguardar os chamados no painel. Para o parlamentar, a sanção por parte do executivo dará mais autonomia aos deficientes.

A partir de agora, as empresas e órgãos terão o prazo de 90 dias para promover as adequações necessárias. Ainda segundo Rogério, alguns estabelecimentos da cidade já possuem esse tipo de sistema, o que garante uma possibilidade de inclusão ainda maior.

Quem recebeu com muita satisfação as notícias da aprovação do projeto e a sanção pelo prefeito municipal, Alexandre Lindenmeyer, foi o presidente da Adevirg, Marcelo Gallo. Conforme o representante da instituição, essa era uma luta de muito tempo, principalmente pela dificuldade de não identificar os números das senhas somente com os alertas sonoros que possuímos atualmente.

Uma outra questão que vem sendo discutida internamente e que será levada ao conhecimento do poder público é a sugestão de disponibilização do mesmo sistema de avisos nos ônibus do transporte coletivo urbano. A proposta chegou a ser apresentada para a empresa Noiva do Mar, na oportunidade em que estava sendo implementado o monitoramento por GPS nos veículos, mas não foi levada a diante.

“Esse alerta no ônibus seria fundamental, pois hoje nós dependemos de auxílio para a localização da parada em que precisamos descer. Às vezes, pelo balanço do ônibus, conseguimos identificar se estamos próximos ou não, mas é um pouco desconfortável”, explicou Marcelo.

Foto: Divulgação

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